sábado, 5 de dezembro de 2009

MINHA MENSAGEM DE NATAL PRÁ VOCÊ...


Que em teu Natal a esperança que renasce venha em forma de presente, alguém nascerá na tua vida e isso se chama "felicidade" ( Nil Oliver)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

FALANDO SOBRE SUPERAÇÃO - Resiliência



Estive pensando sobre minha vida e fazendo conexões com relação à minha sistêmica e não poderia deixar de pensar muito sobre esse tema "Resiliência".
Até alguns anos atrás eu supunha que era uma pessoa relativamente frágil com respeito à superação de obstáculos interiores que haviam em mim.
Muitos medos permeavam minhas ações frente à vida e seus desafios, porém a vida é uma dinâmica linda e surpreendente, e mesmo quando passamos por dificuldades que nos vêm de forma inesperada, depois de um tempo, percebemos que estamos sedimentando tudo isso e passando para uma nova etapa, essa, já sem tantos temores, então nos tornamos proativos na busca de nossa felicidade e sabemos aliás priorizar melhor nossas necessidades relacionais e biológicas.
Não obstante, nossa psiquê, no intuito de buscar um novo equilíbrio frente à uma grande decepção, stress ou perda de controle, costuma somatizar, então, nosso corpo sofre as consequências daquilo que nossa mente não dá conta de internalizar e elaborar no plano racional. Mas, ao desenvolvermos nossa resiliência, podemos perceber claramente que o enfrentamento proativo no sentido do auto conhecimento nos impulsiona para a cura de nossa alma.
Perdas trágicas, lutos, decepções e fracassos fazem parte de nosso crescimento, e o que resultará no final dependerá obviamente de nosso envolvimento lúcido e de nossa práxis no sentido de buscar as soluções mais adequadas no sentido de buscar o reequilíbrio ora perdido.
Agora alguns textos colhidos da WEB para conhecimento de todos que se interessam pelo tema.
Boa leitura =)

Nil Oliver


Resiliência (psicologia)
Origem: Wikipédia


A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003) que estudou a resiliência em organizações argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer.

Tais conquistas, face essas decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.


Já o pesquisador George Souza Barbosa entende a resiliência como um amálgama de sete fatores: Administração das Emoções, Controle dos Impulsos, Empatia, Otimismo, Análise Causal, Auto Eficácia e Alcance de Pessoas (Barbosa, 2006).

* Refere-se em relação ao fator Administração das Emoções à habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que lêem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a auto regulação. Segundo esse autor, quando esta habilidade é rudimentar as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos, e, com freqüência desgastam no âmbito emocional aqueles que quem convivem em família ou no trabalho.
* Um segundo fator é o Controle de Impulsos, que se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema muscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente para a experiência de uma emoção. O autor explicita que as pessoas podem exercem um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, sendo que esses sistemas estão vinculados à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O Controle de Impulso garante a auto-regulação dessas emoções, ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções.
* Um terceiro fator é Otimismo. Nesse fator ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.
* Um outro fator é a Análise do Ambiente. Barbosa menciona que se trata da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presente no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro, ao invés de se posicionar em situação de risco.
* A Empatia é o quinto fator que constitui a Resiliência, significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos). Barbosa descreve que é uma capacidade de decodificar a comunicação não verbal e organizar atitudes a partir desta leitura.
* Auto Eficácia, é o sexto fator que se refere à convicção de ser eficaz nas ações proposta. Barbosa argumenta que é a crença que alguém tem de que resolverá seus próprios problemas por meio dos recursos que encontra em si mesmo e no ambiente.
* O sétimo e último fator constituinte da Resiliência é Alcançar Pessoas. É a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas, sem receios e medo do fracasso. Barbosa reforça que é a capacidade de se conectar a outras pessoas com a finalidade de viabilizar a formação de fortes redes de apoio.

Barbosa defende que tais fatores quando agrupados propiciam a superação da adversidade relacionada ao sentido da vida, no próprio resiliente e no seu próximo e é essa aglutinação que possibilita o produto da maturidade emocional. Todos esses fatores podem ser mensurados e o instrumento validado para isso foi o “Questionário de Índice de Resiliência: Adultos - Reivich – Shatté / Barbosa” (2006).
Resiliência é a capacidade concreta de retornar ao estado natural de excelência, superando uma situação critica. Segundo dicionário Aurélio, é a propriedade de pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal de formação elástica”.

“ È A ARTE DE TRANSFORMAR TODA ENERGIA
DE UM PROBLEMA EM UMA SOLUÇÃO CRIATIVA”
GRAPEIA/2004

Resiliência surgiu na física e significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades, é trabalhado em todas as áreas como saúde, finanças, indústria, sociologia, e psicologia. Embora seja um assunto muito recente entre nós, já é trabalhado à anos na América do Norte, com sucesso.

O estresse profissional é uma realidade observada hoje nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho, diferentemente do que muitos imaginam, não está restrito apenas para profissionais que exercem altos cargos em grandes empresas. O problema está presente nos mais distintos níveis hierárquicos, em empresas de todos os portes, isso se intensifica à medida que se aumentam cobrança, pressão etc. Neste mundo globalizado um grande diferencial representa a pessoa resiliente, pois o mercado procura profissionais que saibam trabalhar com altos níveis de cobrança. Esses profissionais recuperam-se e se moldam a cada “deformação” (obstáculo)situacional.
O equilíbrio humano é como a estrutura de um prédio, se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras como doenças psicossomáticas que se manifestam nos indivíduos que não possuem esta característica ex: gastrite entre outras.
O ser humano resiliente desenvolve a capacidade de recuperar – se e moldar – se novamente a cada obstáculo e a cada desafio. Quando mais resiliente for o indivíduo maior será o desenvolvimento pessoal, isso torna uma pessoa mais motivada e com capacidade de contornar situações que apresente maior grau de tensão.
Um indivíduo submetido a situações de estresse que tem a capacidade de superá-las sem lesões mais severas (“rachaduras”) é um resiliente. Já o profissional que não possui este perfil é o chamado "homem de vidro", que se "quebra" ao ser submetido às pressões e situações estressantes.
A idéia de resiliência pode ser comparada às modificações da forma de uma bexiga parcialmente inflada. Se comprimida, pode adquirir as formas mais diversas e em seguida retorna ao estado inicial.
Existe dois tipos de indivíduos, aqueles que nascem e os que se tornam resilientes.
Todos nós podemos nos tornar resiliêntes. Seguem algumas dicas:
• Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade
• Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação
• Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar
• Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se"
• Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança
• Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom
• Assumir riscos (ter coragem)
• Tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos no mercado profissional
• Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas)
• Separar bem quem você é e o que faz
• Usar a criatividade para quebrar a rotina
• Examinar e sobre a sua relação com o dinheiro
• Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer para em seguida retornar ao estado original .
A resiliência consiste no equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, de atingir outro nível de consciência, que nos traz uma mudança de comportamento e a capacidade de lidar com os obstáculos da vida e do profissional.



Tais informações podem ser enriquecidas nas seguintes referências: - BARBOSA, George. S. Resiliência em professores do ensino fundamental de 5ª a 8ª Série: Validação e aplicação do questionário do índice de Resiliência: Adultos Reivich-Shatté/Barbosa. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica). São Paulo: Pontifica Universidade Católica, 2006.

- JOB, F. P.P. Os sentidos do trabalho e a importância da resiliência nas organizações. Tese (Doutorado em Administração de Empresas). São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 2003.

- Resiliência psicológica e seus sete fatores postado em http://www.eca.usp.br/njr/espiral/papiro35b.htm ANO 9- No.34 / ABR-MAI-JUN 2008

Resiliência? O que é isso?

George Souza Barbosa*


Está sendo bastante comum escutar nas empresas, nas escolas e a imprensa falar de que temos que ser resilientes. E os resilientes são aqueles que são capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami. Aliás, já se encontram muitos livros abordando o assunto como o Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas, organizado por Aldo Melilo e Elbio Nestor Suárez Ojeda. Nesse e noutros livros e artigos encontramos os autores relatando que o conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreendê-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sócio-cultural em que as pessoas estão inseridas. E desde os anos 80 a escola tem sido vista como um desses ambientes, por excelência, para haver o enriquecimento da resiliência.

No Brasil, o assunto da resiliência se torna fundamental quando examinamos o fato de a taxa de crescimento econômico brasileiro – mesmo o país sendo tido como nação emergente – em 1996 ter sido de apenas 2,7%. Em 1997 ela terminou em 3,6% e, no ano seguinte, pifiamente – em apenas 0,12%. Em 1999 se marcou 0,8% e para 2000 houve uma alentadora taxa de 4,2%. Os dados e as projeções elaboradas pelo próprio IBGE para o triênio (2001-2004), nesse tópico e naqueles relacionados ao crescimento da condição econômica e melhora de vida, foram números lamentados por toda a sociedade.

Embora tais realidades estejam presentes no cenário brasileiro, e se fazem presentes no âmbito da resiliência, a pesquisa e a produção científica em torno desse tema, no que concerne à psicologia e à educação, começaram a surgir no Brasil apenas na última década.

No campo da educação temos dois aspectos relacionados. O primeiro diz espeito à resiliência da escola enquanto instituição que reúne diferentes sistemas humanos. O segundo contempla o aspecto particular da pessoa do professor e do aluno. Com relação a esse aspecto, embora seja um tema da subjetividade humana, pesquisadores como Edith Grotberg já disseram que ela é bastante mensurável. Uma vez que é possível compreendê-la como associada às fases do desenvolvimento humano; entendê-la como peculiar quanto ao gênero; não se subordina ao nível sócio-econômico; se difere dos fatores de risco e dos fatores de proteção; se trata de um dos atributos da saúde mental e da boa capacidade de aprender e é um processo que pode ser entendido com seus fatores, comportamentos e resultados resilientes. Por estar relacionada a diversas áreas da subjetividade humana é que ela carece de um alto grau de flexibilidade no curso de uma vida.

Particularmente na educação é possível ter muito mais êxito, se na vida houver flexibilidade de se viver ricamente os vínculos e os afetos que nos rodeiam. A falta de flexibilidade em situações de traumas e sofrimentos é uma das dificuldades para harmonizar um projeto de vida.

A flexibilidade e a riqueza dos vínculos se tornaram objetos de estudos desde os primórdios da pesquisa sobre resiliência. Elas estavam presentes nas próprias palavras de Frederic Flach, ao cunhar o termo em 1966 para o âmbito das ciências humanas, querendo dizer que em face da desintegração psíquico-emocional, uma pessoa necessita descobrir novas formas de lidar com a vida e dessa experiência se reorganizar de maneira eficaz. Segundo Richardson, por exemplo, muito se pode aprender sobre o que seja resiliência, particularmente quando olhamos para uma pessoa e podemos nela verificar a presença de um padrão de comportamento de defesa, seguido de padrões de adaptação e, por fim, da presença de padrões resilientes.

Esses elementos são organizados e os teóricos costumam chamar de Fatores de resiliência. Nós mesmos trabalhamos com uma escala que mensura tais índices. Trata-se do “Questionário do Índice de Resiliência: Adultos - Reivich - Shatté / Barbosa”. A escala mensura sete Fatores que constituem a resiliência: A administração das emoções, descrita como a habilidade de se manter calmo sob pressão. O controle dos impulsos, compreendido como a habilidade de não agir impulsivamente e a capacidade de mediar os impulsos e as emoções. Otimismo, a habilidade de ter a firme convicção de que as situações irão mudar quando envolvidas em adversidades e manter a firme esperança de um futuro melhor. A análise do ambiente, descrita como a habilidade de identificar precisamente as causas dos problemas e adversidades. A empatia, revelando a habilidade de ler os estados emocionais e psicológicos de outras pessoas. Auto-eficácia, como a convicção de ser eficaz nas ações. Alcançar Pessoas, a habilidade de se conectar a outras pessoas para viabilizar soluções para as intempéries da vida.

E, para cada fator constitutivo mensurado com escore “abaixo da média”, interpreta-se como uma área sensível da vida. Quando ocorrerem quatro ou mais fatores como escores “abaixo da média”, compreende-se como uma pessoa em situação de risco. Estes sete fatores foram selecionados por serem concretos e de possível mensuração, podem ser ensinados e melhorados em programas educativos específicos.

E agora, vamos desenvolver resiliência?

Palavras-chave: resiliência; saúde, educação.

Bibliografia

Barbosa GS. A Dinâmica dos Grupos: num enfoque sistêmico. São Paulo: Robe; 1995.

Barbosa GS. “Questionário do índice de resiliência: Adultos - Reivich - Shatté / Barbosa” [tese]. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 2006.

Flach F. Resiliência: a arte de ser flexível. Traduzido por Wladir D. São Paulo: Saraiva. 1991.

Richardson GE. The metatheory of resilience and resiliency. J Clin Psychol. 2002;58(3):307-321.

Melilo A., Nestor E., Ojeda S. Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas. Porto Alegre: Pioneira Editora. 2006.

*George Souza Barbosa é psicólogo e educador

domingo, 2 de agosto de 2009

O CÃOZINHO BIDU ( Espera adoção em Curitiba )





Interessados entrar em contato com Sonia no e-mail - sobeaso@hotmail.com

Ontem passamos um dia muito agradável na compania de minha amiga Sônia e do cãozinho Bidú. Sônia é uma apaixonada por animais assim como eu, porém ela vai mais além, ela recolhe os bichinhos abandonados das ruas de Curitiba, leva para tratamento e depois busca uma família que os possa adotar. Infelizmente muitos ainda não se conscientizaram que ter um animalzinho é ser responsável por ele para toda a vida, um animalzinho mais do que uma companhia é um ser que ama e merece ser amado. Aliás no caso do cão, eles sempre são fiéis à nós mesmo quando nós não somos.
Para vocês terem idéia coloco aqui as fotos do antes e do depois do Bidú.

ANTES - Quando ele foi achado em Araucária ( Região Metropolitana de Curitiba )no dia 17 de junho de 2009.





Depois - Fotos que tiramos ontem, dia 1 de agosto de 2009.
Agora já vacinado, tratado, castrado e desverminado.




domingo, 28 de junho de 2009

ANOREXIA, BULIMIA E OBESIDADE



Aproveito esse espaço para compartilhar com vocês uma matéria que achei interessantíssima e de grande importância para todos nós, independentemente se fazemos ou não um controle adequado de peso ou se temos uma alimentação balanceada.
Começo por um mal que atinge muitos, a ANOREXIA.

Ao contrário do que muitos acreditam, a anorexia é uma negação consciente da alimentação, o que com o tempo realmente produz uma sensação de falta de apetite. Esse processo é um ciclo muito difícil de ser compreendido, pois à medida que o anoréxico emagrece, se sente mais gordo.E quanto mais deixa de comer e emagrece, acredita estar mais gordo ainda. E assim, sucessivamente.
Isso acontece porque a pessoa não aceita o peso normal compatível com idade e altura, caracterizando homens com baixos índices hormonais e mulheres que podem chegar a não menstruar.Além de todos esse fatores, há ainda sintomas ligados à depressão, irritabilidade, compulsão e hábitos classificados como "anormais" por colocar a vida da pessoa em risco. Em geral, a anorexia nervosa atinge as mulheres numa proporção de 8 para 10 em relação ao sexo masculino. Os primeiros sintomas podem ser percebidos entre os 13-14 anos e 16-17 anos, numa previsão de que 15% em média, dos casos são considerados letais.



BULIMIA

Essa síndrome é caracterizada por orgias alimentares, em que grandes quantidades de alimentos são ingeridos de forma compulsiva, resultando o sentimento de culpa pelo ato. Esse sentimento faz com que a pessoa recorra ao método de vômitos auto-induzidos, realizado numa frequência estável de no mínimo duas vezes por semana e geralmente às escondidas.
O vômito auto-induzido pode provocar a chamada erosão esofagiana, assim como diminuição da taxa de potássio no sangue, causando ritmo cardíaco anormal. Muitas vezes o físico também apresenta uma variação, apresentando uma calosidade no dorso da mão ( ação de levar o dedo à boca provocando vômito)conhecida por "sinal de Russell". Além do que, ha desgaste dentário, consequênte presença de cáries em razão do suco gástrico e aumento das glândulas paratirótidas.
Uma das grandes preocupações das pessoas que apresentam essa síndrome é o peso que, assim como a anorexia, envolve uma série de questões psicologicas. O que acontece é que a pessoa como normalmente e sente que comeu fora de seu controle, fazendo uso então de processos como o vômito, laxantes, exercícios praticados de qualquer forma, chegando até a fazer uso de álcool, drogas e produtos emagrecedores. Muitas vezes o peso e normal ou quase normal para a idade e altura, mas ainda assim, a bulimia pode levar à morte.
Bulímicos costumam manter seu peso próximo do normal para idade e altura, sendo que 70% deles apresentam peso normal. O surgimento da bulimia costuma acontecer mais tarde do que a anorexia, num período dos dezoito aos quarenta anos. É importante observar que o fenômeno característico da anorexia nervosa conhecido como amenorréia:
ausência de menstruação, nem sempre acontece nas pacientes com bulimia.

TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA

Para entendermos a obesidade, temos primeiro que analisar o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCAP), em que a pessoa come sem controle, ingerindo grande quantidade de alimentos. Uma definição mais explicativa é de que o TCAP é a ingestão de uma grande quantidade de alimentos num certo período de tempo, sendo que normalmente as pessoas não iriam ingerir essa quantia num mesmo espaço de tempo. É importante lembrar que esse consumo ocorre de forma compulsiva e sem controle sobre o ato.
Estudos descrevem que o TCAP atinge em média 2% da população geral e cerca de 30% de obesos que buscam serviços de ajuda. Apesar de que, muitos pacientes que sofrem desse mal necessitam de um investimento pesado para vencer um quadro que não é exatamente psicológico, mas que envolve médicos, psicólogos e nutricionistas. Mais do que emagrecer o foco é uma reeducação alimentar que separe o sentimento de ansiedade da alimentação. Evitando comportamentos ligados à impaciência, intolerância, frustração, rigidez e decepção.

O que caracteriza o Transtorno de Compulsão Alimentar;

- ingestão de grandes quantias de alimentos em um período limitado de tempo
- comer sozinho
- falta de controle
- rapidez para realizar a ingestão
- sensação incômoda de saciedade
- culpa pelo ato
- depressão
- certa regularidade de datas em que a alimentação ocorre de forma compulsiva.


OBESIDADE

Grande parte da população sofre as consequências da obesidade, mas não sabe exatamente o que fazer para aumentar a qualidade de vida e não ter que se submeter a diferentes métodos de emagrecimento.
Quando falamos de diferentes tipos de emagrecimento não nos posicionamos contra nenhum método em específico, mas temos de analisar que fórmulas revolucionárias que não respeitam o metabolismo de cada um, dificilmente podem ajudar os pacientes no caso da obesidade.
Todo esse quadro acontece porque a obesidade é caracterizada por um excesso de gordura no organismo. De forma geral, a classificação do obeso é de um acúmulo de gordura que resulte num aumento de peso de 20% a mais do que o seu peso máximo ideal. Para calcularmos a quantidade de gordura no corpo, podemos utilizar um índice que é o mais utilizado pelos especialistas, apesar de haver inúmeras maneiras para se chegar a um resultado que não seja totalmente específico.
Esse índice é chamado de Índice de Massa Corporal (IMC), obtido por cálculo que funciona assim: o peso do indivíduo (em Kg) pela altura ao quadrado (ou altura XC altura) em metros.
Aprenda a calcular seu peso!

IMC = peso (Kg)
____________
Altura (m2)

O resultado desse cálculo é um número com a medida de Kg/m2 que de uma forma simplista recebe a seguinte avaliação;

Inferior a 18 Kg/m2 = subnutrido
Entre 18 e 26 Kg/m2 = normal
Entre 26 e 30 Kg/m2 = pesado
Superior a 30 Kg/m2 = obeso
Superior a 40 kg/m2 = obeso mórbido

QUAIS OS MOTIVOS DA OBESIDADE?

É difícil apontarmos exatamente quais são as causas da obesidade, mas vamos tentar esclarecer o máximo possível sobre os possíveis motivos para essa patologia. No geral, a obesidade é causada pela ingestão de alimentos em quantidades maiores do que o corpo necessita, numa diferença entre as calorias que são consumidas sob a forma de alimentos e as calorias que são gastas para o organismo funcionar, realizar as atividades físicas, ficar em repouso e digerir os alimentos consumidos.
Esse excesso de calorias acaba sendo depositado no organismo do homem com o acúmulo de gordura no corpo todo, mas mais precisamente no peitoral, nos ombros, partes superiores dos braços e no abdômen, já na mulher, o acúmulo de gordura costuma ocorrer em torno dos antebraços, nos seios, nos culotes e nas nádegas.
Por mais e quanto aterrorizante que possa parecer, quanto mais gordura for depositada no organismo, mas obeso é o indivíduo.
Algumas causas da obesidade.
- comer em exagero
- queimar poucas calorias
- ter mais facilidade para produzir gordura
- não queimar gordura num tempo considerado normal.
Claro que esses fatores podem ser apontados como causas para a obesidade, mas sabemos que outras questões devem ser consideradas para a interpretação do que realmente acontece em nosso organismo. Muitas vezes essas causas podem ocorrer isoladamente, associadas a outras causas ou ainda com alguma alteração do organismo.

A OBESIDADE É UMA DOENÇA DE RISCO!

Na verdade, as pesquisas têm apontado um quadro muito grave, pois a cada ano que passa o número de pessoas acima do peso aumenta, e o pior, o número de obesos aumenta na proporção em que políticas públicas têm de ser adotadas.Talvez essa idéia não tenha ficado muito clara, mas o que acontece é o seguinte: tem gente morrendo porque está obeso! Enquanto o governo tem de se preocupar com milhões de pessoas que não têm o que comer, também tem que elaborar um plano de combate à obesidade, que assim como a fome, apresenta risco à saúde.
A obesidade aparece com maior frequência em pessoas de classes sociais mais favorecidas, predominantemente nas mulheres que sofrem as consequências de uma patologia que depende em muito da boa vontade do paciente. Esse alvo passa então por uma situação de risco que influencia muito na qualidade de vida, aumentando o grau de dificuldade para a realização de atividades cotidianas como caminhar, sentar e levantar ou mesmo dormir. O obeso está mais propenso a sofrer de doenças cardíacas como doença coronariana, hipertensão, altos níveis de colesterol, diabetes, e outros possíveis desdobramentos, além de aumentar o risco de morrer. Para se ter uma idéia, um obeso que esteja 40% acima do peso considerado ideal corre risco dobrado de morrer por causa de uma doença coronariana.
Há estudos de que a obesidade também possa apresentar uma variação orgânica que acaba resultando numa maior probabilidade de risco de câncer. Ainda não há muitos casos específicos sobre essa avaliação, mas acredita-se que quanto maior o grau da obesidade, maior será a possibilidade de ocorrer câncer de cólon, reto e próstata nos homens e câncer de mama e de útero nas mulheres.

TEM CURA?

Sim! Temos de avaliar qual o grau de gordura acumulado no corpo para a partir daí traçarmos um plano eficaz de combate à obesidade. De forma geral, o tratamento se dá pela modificação do comportamento alimentar e pela atividade física. Em relação à alimentação, o critério para uma vida saudável depende dos costumes, do tipo de refeição, do tempo que é gasto para isso e do estilo de vida de cada um.
O que estabelecemos como regra é a restrição à gordura, não ultrapassando o limite de 30% do total calórico diário e preferência por frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras. Como pudemos observar anteriormente, o cálculo para o índice de massa corporal pode nos ajudar no estabelecimento dos hábitos para a alimentação. Sendo assim, é importante a ingestão de calorias numa proporção menor do que a de calorias gastas.
Outro ponto importante é encararmos a disciplina da alimentação de uma maneira saudável e positiva, porque muitas dietas estabelecem metas baseadas na proibição: não se pode comer isso ou aquilo, e quando temos a possibilidade de comer o que estava nessa lista de proibições acabamos exagerando na dose. Por isso uma alimentação que leve em consideração a preferência da pessoa, é considerada ideal.
Já as atividades físicas não são necessariamente aquelas praticadas em academia, mas todas as atividades que implicam em queima de calorias. Subir e descer escadas, carregar sacolas, caminhar e até mesmo dormir, gasta calorias! Pra quem realmente quer mudar seu estilo de vida, o mais indicado é traçar um plano de atividades diárias e se possível recorrer a algum profissional. Lembre que nada substitui uma ajuda profissional.

EM ÚLTIMO CASO...

Colocamos os medicamentos como uma alternativa de último caso, tendo por base a noção de que remédios devem ser usados com a orientação de um profissional e que dependendo do tipo de medicamento, as reações podem ser adversas. Não podemos negar a contribuição de alguns deles quando utilizados com cautela, variando a atuação e agindo de diversas maneiras:
- diminuição da fome
- aumento da saciedade
- aumento da queima de calorias
- diminuição da absorção de gorduras
Quando a obesidade é considerada um caso muito grave, é indicada a intervenção cirúrgica. Cada cirurgia apresenta uma indicação, um objetivo específico, da mais simples a mais complexa. O tipo mais simples é o que se coloca uma banda ao redor do estômago, controlando a passagem do alimento, feito com um método de "mãos mecânicas" controladas pelo cirurgião, que foram introduzidas por pequenos orifícios na parede abdominal, chamado de laparoscopia. O resultado é em média uma redução de 20% do peso inicial.
Outra alternativa é uma cirurgia um pouco mais agressiva com a cobertura da pele ou por laparoscopia em que o estômago é cortado ( depende do grau de obesidade ). Uma pequena parte do estômago é mantida e unida ao jejuno, que é uma porção do intestino delgado, enquanto o grande estômago fica fora do circuito dos alimentos. No geral, os resultados costumam ser excelentes, com uma perda de 40% do peso inicial.

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